Inicial

CALIBRES MENORES OU SUBCALIBRES

3 Comentários

Qual o melhor calibre para defesa? O que você tiver na mão, claro! Vale muito mais uma .22 na mão que um .44 Magnum trancado no cofre.

Mas, efetivamente, o que dizer dos calibres com menor transmissão de energia, como o próprio .22 LR, 6.35 mm ou o .32 ACP S&W Long?

Quando foram criados, estes calibres, chamados por alguns de “subcalibres”, foram adaptados para pequenas armas de porte, do tipo que um cavalheiro carregaria no bolso do paletó ou uma dama em sua bolsa. Naqueles tempos, a bandidagem era mais tranquila, o uso da violência era pouco disseminado e o acesso às armas menos restrito, permitindo que a pessoa tivesse mais de uma arma, podendo escolher uma pequena e mais fraca para ocasiões sociais, ou uma mais potente para o porte diário, que podia ser velado ou ostensivo.

O famoso Buffalo Bill, por exemplo, carregava sempre um revolver Colt Navy .36 para o porte ostensivo e um Colt .31 para porte velado, que equivalem atualmente ao .38 SPL e ao .32 S&W, respectivamente.

Atualmente, graças as ríspidas restrições legais e com criminosos cada vez mais ousados e bem armados, é necessário usar o melhor calibre que o atirador puder adquirir e atirar com ele com controle e muita precisão, que no caso do Brasil é o calibre .38 SPL para os revólveres e o .380 ACP para as pistolas.

Pensando em calibres adequados para defesa pessoal, remetemo-nos a armas com recuo controlável e com transmissão de energia que possa cessar a agressão no menor tempo possível. Estas condições excluem calibres como .44 Magnum (no filme, Dirty Harry explica aos recrutas matadores que usa cargas mais leves para ter mais controle), 454 Casull, .50 AE e o .500 S&W Magnum, por exemplo. Mesmo o .357 Magnum, o .40 S&W e .45 ACP podem ser difíceis de controlar em armas menores, pois o recuo será muito forte, dificultando sobre maneira o reenquadramento da arma no segundo tiro. E de igual maneira não permitiria calibres como os citados no início desta publicação, já que o .22 LR, o 6.35 mm e o .32 S&W longo, não possuem energia suficiente para a incapacitação imediata pretendida.

No Brasil, diante da falta de opções e das restrições legais, o padrão fica entre os .380 ACP e 38S PL, consideradas por alguns especialistas como o calibre mínimo para defesa pessoal. O último, em suas variantes +P (mais pólvora), é mais interessante para defesa, pois é capaz de transmitir mais energia para o objeto atingido pelo projétil. Porém, tem contra si, a baixa capacidade dos revólveres. Neste caso, a escolha deve ser feita individualmente, considerando as particularidades de cada arma, do estilo de vida e dos usos que o proprietário pretende.

Essa eterna dúvida entre revólver e pistola já foi discutida em outra publicação muito explicativa, aqui mesmo em nosso Blog na publicação à frente: REVÓLVER OU PISTOLA

Mas quanto aos pequenos calibres, pode-se usá-los? Se você já tem a arma, use-a, mas sabendo de antemão que não é a opção adequada, ja esforçando-se para adquirir uma arma mais potente no futuro. Como a potência é baixa, não adianta tentar usar munição de ponta oca (expansiva), devendo-se focar principalmente na penetração e treinar muito para obter a maior precisão possível, tentando assim atingir áreas importantes no corpo de seu agressor.

Se você gostou do conteúdo, compartilhe com seu irmão de armas e inscreva-se no Blog para receber em primeira mão nossas publicações.

Autor: Equipe 1911 #derval

Editor: Eduardo Bruno Alves

PROJÉTEIS DE FRAGMENTAÇÃO CONTROLADA

11 Comentários

Nosso amigo Rodrigues Rodrigues, interessado como é pelo assunto, me enviou através da Fanpage 1911 ArFog https://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn, um vídeo muito interessante sobre uma munição de impacto controlado chamada G2R’s projectile R.I.P. Vejamos então o vídeo.

Realmente após assistir o vídeo ficamos impressionados com os resultados da munição ao se chocar com o alvo. Mas não devemos nos levar apenas pelo fenomenológico e tentar observar essa nova e tão surpreendente munição com um pouco mais de atenção.

projetil 3

O projétil G2R’s é na verdade um projétil de fragmentação controlada, pois ele se “despedaça” ao tocar o alvo, mas existem também outros projéteis de fragmentação controlada para armas curtas que se dividem antes mesmo de atingir o alvo desejado, assim como ocorre com os

Mais

Older Entries

%d blogueiros gostam disto: