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CURSO DE RECARGA DE MUNIÇÕES

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A recarga de munição é uma atividade realizada por atiradores para montar munições, reutilizando o estojo e usando insumos novos, confeccionando assim uma nova munição.

A atividade é regulamentada no Brasil pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército Brasileiro, portanto para realizar a recarga o atirador deve obter autorização através do Certificado de Registro – CR.

A recarga de munição necessita alguns equipamentos básicos para realizar o procedimento de recarga, tais como: tamboreador, prensa (máquina), matrizes (dies), balança, paquimetro e outros.

A medida mundialmente utilizada para se mensurar a massa dos componentes da recarga é a unidade de medida Grain (grão), que corresponde a aproximadamente 0,0648 gramas.

O vídeo abaixo mostra um pouco do Curso de Recarga de Munições que ministramos aqui em Goiânia em parceria com o experiente atirador José Neto, que é o professor do curso.

E considerando que o YouTube pode a qualquer momento assumir que tem uma política desarmamentista ferrenha e bloquear nosso canal e todos outros canais que falam de armas de fogo, agora, além de postarmos o vídeo lá, vamos fazer aqui também.

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“In omnia paratus.”! 👊🗡🔫
Major Bruno.

TESTANDO AS ARMAS DA ARMALITE

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Este é o terceiro vídeo da série que mostra nossa visita à fábrica da ArmaLite nos Estados Unidos, onde passamos três meses atirando, fazendo cursos e conhecendo a cultura americana.

No primeiro vídeo conversamos com o CEO da empresa que nos contou sobre a holding da qual a empresa faz parte e os planos para o futuro, já que agora esta holding, bem como a ArmaLite são de propriedade de um brasileiro – https://1911armasdefogo.com/2017/11/06/armalite-onde-tudo-comecou/.

No segundo vídeo mostramos o curso que fizemos no deserto do Arizona com profissionais da SWAT de Phoenix, sob sol de 50°C – https://1911armasdefogo.com/2017/12/27/curso-de-carabina-da-armalite/.

Neste vídeo vamos mostrar o teste que fizemos com os rifles da marca, usando munições e supressões de som também fabricados por eles, que simplesmente são espetaculares.

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MUNIÇÃO É BALA OU NÃO É?

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A etimologia é a ciência que se encarrega de estudar a origem e história das palavras e para compreender se é correto ou não usar a palavra “bala” para se referir à uma munição, teremos que nos socorrer neste campo do saber.

Nomenclatura de uma munição ou bala.

Sempre que usamos a palavra bala para referir-nos às munições completas ou aos projeteis em si, surge algum polêmico exigindo que se use “munições” e não bala. No exército é comum ouvir a seguinte frase ao usarmos a palavra bala: “É bala? Então chupa até acabar!”. Pois bem, ambas as formas – munição ou bala – podem ser consideradas corretas.

Bala deriva do francês boulette, pequena bola usada como munição de canhões de pequeno porte. Do francês provém ainda balle, pequeno projétil único e sólido para ser usado em armas de fogo, de cano de alma lisa ou raiada, palavra usada ainda hoje, como em “balle Blondeau” (balote criado por Mess. Blondeau, em aço, no início dos anos 1960) ou “balle de carabine” (munição à bala para arma longa raiada), ou ainda, a Balle Sauvestre, também desenvolvida na França.

Bullas romanas escavadas em um sítio arqueológico

O termo “boullette” acima mencionado, pode ter dado origem ao equivalente inglês “bullet”, havendo ainda a corruptela “boolit”, devido a alguns sotaques regionais americanos e que de forma geral se referem a balas fundidas de chumbo puro ou suas ligas (sem jaqueta de metal).

Buscando uma origem ainda mais antiga, na língua romana, “bulla” – do latim – era qualquer pequeno objeto arredondado de metal, tal como um botão, ou um projétil, geralmente de chumbo, arremessado com a funda, mesma arma usada por Davi para derrotar Golias.

Funda ou fundíbulo é uma arma de arremesso constituída por uma correia ou corda dobrada, em cujo centro é colocado o objeto que se deseja lançar.

Em italiano, o projétil é chamado de “palla” e em espanhol, “bala”. Em Portugal, também se diz bala. Portanto, nada mais natural do que chamar a munição completa ou os projéteis de “balas”.

Vale a pena lembrar que no vernáculo pátrio brasileiro a ciência que estuda o movimento dos projéteis das armas de fogo, se chama balística e o equipamento que os policiais vestem para protrege-los de disparos, se chama colete antibalístico.

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Editor: Eduardo Bruno Alves

Autor: #derval

DICIONÁRIO 1911 ARMAS DE FOGO

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Nosso Blog tenta trazer publicações tanto para os entendidos nos assuntos de tiro, armas de fogo, munições e afins, como para os simpatizantes e iniciantes.

Desta maneira é importante colocarmos um breve dicionário com os termos técnicos mais comuns e importantes que são usados nessa ciência.

Na verdade a quantidade de termos técnicos, gírias e corruptelas que são usados por atiradores, esportistas e profissionais da área é tão grande que existem dicionários extensos e detalhadíssimos sobre o tema.

Tentamos aqui apenas publicar um “socorro” para aquele momento de dúvida, com fotos que ajudam a ilustrar os termos e a clarear a compreensão, auxiliados além dos termos, por fotos e vídeos.

Para visualizar a foto melhor clique na imagem.

A

Abas ou Lábios do Carregador: Lábios de alimentação situados na parte superior do carregador, que posicionam e guiam o cartucho para que o mesmo seja conduzido à câmara da arma;

Abas ou lábios do carregador.

Abas ou lábios do carregador.

Acabamento Mate: Método ou processo de proteção semi-brilhante ou fosco aplicado nas peças metálicas de uma arma, para a proteção da mesma;

Acabamento: Processo de proteção ou revestimento aplicado a uma arma e seus componentes, com efeito cosmético ou de proteção, consistindo na aplicação de compostos químicos que retardam ou impedem a ação abrasiva ou oxidante, além de proporcionarem melhor visual às peças; em inglês “Finish”;

Acidente de tiro: O acidente de tiro ocorre quando se produz uma interrupção dos tiros com danos de qualquer natureza, seja danos materiais ou danos pessoais. Por exemplo, quando a arma é fabricada com material inadequado e não suporta a pressão produzida pelo cartucho, ou quando são utilizados cartuchos com cargas inadequadas para o determinado calibre da arma e o cano da arma estourou; (vide incidente de tiro)

Ação de Ferrolho: Sistema de funcionamento de fuzil ou carabina consistindo de um tubo (caixa de culatra) que recebe o ferrolho cilíndrico com uma “orelha” ou haste, o qual insere a munição na câmara do cano, para a seguir fechar o mecanismo e se efetuar o disparo; em inglês “Bolt Action”;

Revolver: arma de ação simples e dupla.

Revolver: arma de ação simples e dupla.

Ação Dupla: Sistema que permite que as armas de mão que possuem este sistema possam ser acionadas sem antes ter que se engatilhar o cão. O gatilho exerce duas funções, a saber: engatilha a arma e libera o cão; em inglês “Double Action”;

Ação Simples: Tipo de ação, na qual é necessário que o cão seja armado para se efetuar o primeiro disparo; Sistema de ação de revólver, que precisa que o cão seja armado manualmente a cada tiro para poder disparar; em inglês “Single Action”;

COLT 1911, pistola em ação simples.

COLT 1911, pistola em ação simples.

Ação: O mecanismo que faz a arma funcionar, pelo qual a mesma é carregada, disparada e descarregada. Dentre os diversos tipos de ação citamos : “Single Shot” (Monotiro), “Multi Barrels” (Vários canos), “Slide” ou “Pump – Action” (Ação de trombone), “Lever- Action” (Ação por alavanca), “Bolt Action” (Ação por ferrolho), Semi- Auto e Automática; em inglês “Action”

Aço Carbono: Liga de aço, com alto teor de carbono em sua composição, cuja principal característica é sua alta dureza; em inglês “Carbon Steel”;

Aço Damasco: Combinação de 2 ou mais tipos de aço, unidos por caldeamento. Utilizado antigamente na fabricação de canos de Armas de Fogo e brancas. Tem esta denominação pois foi na cidade síria de Damasco, durante as Cruzadas, que os europeus tiveram contato com ele; em inglês “Damascus Steel”;

COLT Double Eagle em ação dupla e aço inox.

COLT Double Eagle em ação dupla e aço inox.

Aço Inox: (abrev.) Aço inoxidável: Aço feito com liga de metais, normalmente níquel e molibidênio, que proporcionam grande resistência à ferrugem e à corrosão; em inglês “Stainless Steel”;

Aço temperado: Aço que sofreu o processo de Têmpera; em inglês “Tempered Steel”;

Aço: Liga metálica composta de ferro e carbono, podendo também possuir outros elementos químicos além destes; em inglês “Steel”;

ACP: (abrev.) Automatic Colt Pistol; Terminologia utilizada para definir a munição utilizada em pistolas semiautomáticas desenvolvidas pela Colt ou que utilizam seu sistema. Exemplo: .45 ACP, .32 ACP;

Munição .40 S&W a direita, ao centro 400 Cor-Bon e .45 ACP à esquerda.

Munição .40 S&W a direita, ao centro 400 Cor-Bon e .45 ACP à esquerda.

AE: (abrev.) Action Express Exemplo: .41 AE, .50 AE;

AE: (abrev.) Automatic Ejectors – Ejetores Automáticos;

AK 47: (Abrev.) Sigla da denominação russa Avtomat Kalashnikova odraztzia 1947 goda – Arma Automática de Kalashnikov modelo do ano de 1947. É um Fuzil de assalto no calibre 7,62x39mm 9 mm criado em 1947 por Mikhai Kalashnikov, produzido na União Soviética pela empresa estatal IZH.

Alça de Mira: Dispositivo situado na parte posterior de uma arma destinado a permitir a visada ou pontaria num alvo pré-determinado. É Fixa quando não pode ser deslocada para correção horizontal ou vertical e Regulável quando pode ser deslocada em ambos os sentidos, permitindo a correção da visada em relação ao ponto de impacto no alvo; em inglês “Rear Sight”;

Alcance Máximo: Distância
Mais

TESTE BALÍSTICO DO CALIBRE .40S&W, O CALIBRE DAS POLÍCIAS DO BRASIL.

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Sempre que ministro aula de tiro policial com pistolas no calibre .40 S&W, os alunos afirmam que preferem trabalhar com o calibre 9x19mm do que com o calibre .40. Pois ouviram dizer que o .40 não é capaz de transfixar a lataria de um veículo e o calibre 9mm consegue isso com facilidade. Para essa afirmação eles estão pensando para o calibre . 40 a munição da GOLD da CBC (EXPO) e para 9mm a munição 9mm Luger (EXPO), pois são as usadas em nossa Corporação.

Na realidade a grande maioria deles nunca sequer trabalhou com uma arma calibre 9mm, pois elas são restritas às unidades especializadas ou para os Oficiais da PM, além de ser um calibre de uso restrito das FFAA – Forças Armadas. Essa afirmação é apoiada em uma lenda que corre nas fileiras milicianas que o calibre .40 não é capaz de perfurar a lataria de um veículo.

De plano eu refuto essa afirmação enganada dando o meu relato pessoal e profissional, falando sobre ocorrências policiais onde precisei disparar contra veículos, usando uma pistola IMBEL MD5 ou uma pistola TAURUS 640, ambas no calibre .40 e a lataria do carro foi perfurada, atingindo os ocupantes do carro, ou seja, o objetivo desejado foi conseguido.

Durante uma instrução nesta semana aproveitei a turma de Cadetes para mostrar de maneira prática se realmente o calibre .40 S&W é capaz ou não de perfurar a estrutura de um carro. Para isso foram usadas várias armas e calibres diferentes, que serão mostrados um a um, disparados contra a porta de um Honda Civic a 10 metros de distância. Decidimos usar um carro atual, considerando que os veículos antigos possuem a lata mais grossa e também, pois o mais comum é encontrar veículos novos nas ruas.

Os disparos foram feitos pelos próprios alunos.

O primeiros disparo foi feito com uma PT 100 da TAURUS com a munição .40 Trainer, que, segundo o fabricante é uma munição apropriada para treinamentos, pois é carregada com menos pólvora. Porém, se você passá-la pelo cronógrafo a diferença de velocidade entre ela e as outras munições .40 da CBC é muito pequena e você sente o recuo dela muito próximo ao recuo das munições com carga normal.

Durante o teste também ocorreu o mesmo. A munição Trainer se comportou de maneira muito semelhante as outras munições. Faz-se necessário lembrar que essa munição não é feita para o uso operacional das forças policiais, ela é usada apenas para treinamentos.

Pistola TAURUS PT 100

Pistola TAURUS PT 100

Perceba que houve a transfixação da porta.

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Nesta etapa foi usado uma pistola TAURUS 24/7 G2, de 4 polegadas e ainda a munição Mais

COLT M1911, A LENDA!

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Iremos começar com um resumo do percurso histórico desta lenda das armas de fogo, feita pelo nosso amigo Ícaro Barbosa, administrador da Fan Page do Facebook, Armas & Historia e assim ele escreve:

No final dos anos 90, do século XIX, muitas inovações emergiram na indústria bélica. Desde a guerra franco-prussiana nos anos 70, do mesmo século, França e Alemanha se estranhavam e isso misturado com os avanços tecnológicos da segunda revolução industrial, gerou o momento histórico conhecido como “paz armada”, apresentando um mar de inovações bélicas como a pólvora sem fumaça, usada pela primeira vez no fuzil francês Lebel 1886, alternativa à pólvora negra. O aprimoramento dos fuzis de ferrolho chegando ao seu ápice com o Mauser Gewehr 98 e é claro, as armas automáticas, cujo o regime de tiro foi aplicado às armas curtas, começando com a Borchardt C-93 mecanicamente inspirada na metralhadora Maxim com ferrolho toggle action que mais tarde seria herdado pela Luger, e levado a linha de produção com a Mauser C-96.

Foto original do registro de patente feito pela Colt, nos Estados Unidos.

Diante deste cenário, John Browning, que já havia registrado diversas patentes, deu inicio nos anos 90, do seculo XIX, dois projetos de pistolas que se tornaram as FN 1900 e Colt 1900.
As principais semelhanças entre os dois projetos eram o carregador destacável, da mesma maneira que vemos hoje em todas as pistolas, criação do Hugo Borchardt, em seu projeto que datava de 1893, e o ferrolho/slide da maneira que conhecemos hoje, inaugurado na FN 1900.
Apesar da FN 1900 ter sido um sucesso de vendas em todo o mundo, seu calibre .32 ACP, não era atrativo para as forças armadas de lugar algum. A Colt 1900, por outro lado, interessou aos militares norte-americanos e foi usada em testes de campo nos estágios iniciais da Guerra Filipino-Americana( 1899-1902 ). Como resultado dos testes, o projeto para os modelos 1902 em versões esportiva e militar, além de ter dado origem aos modelos 1903 Pocket Hammer e 1903 Hammerless.
Em 1905, estava claro que era necessária a substituição dos revólveres Colt New Army M1892 que estavam em uso pelas forças armadas dos EUA, mas primeiro deveria ser criado um novo calibre, pois como os testes práticos na Guerra das Filipinas, o tamanho dos projéteis .38 não era suficiente para proporcionar um bom “poder de parada”, e então foi solicitado e determinado que o tamanho mínimo para projéteis de armas curtas seria o .45 Browning e seguindo as exigências governamentais, criou-se o .45 ACP (Automatic Colt Pistol) e apresentou-se também o modelo 1905, a primeira pistola a utilizar esse novo calibre.
Em 1906 haveria então o teste que definiria a próxima arma curta do exército americano, atraindo assim muitos fabricantes americanos e europeus, entre eles a Colt, Savage, Webley, S&W, Bergmann e DWM. Em 1907 assim que o teste foi iniciado, os revólveres foram descartados e a concorrência ficou entre a Colt, a Savage e a DWM fabricante das Luger’s, mas como a DWM havia fechado contrato com vários países europeus, não tinham interesse em criar um novo maquinário para produzir as Luger’s calibre .45 ACP em larga escala. As finalistas acabaram sendo a Colt e Savage, mas como a Savage era muito complexa mecanicamente e mais propensa a falhas o fabricante vencedor foi a Colt com seu modelo de 1905.
Em 1909 e 1910 surgiram novos modelos fabricados em pequenas quantidades que definiram o mecanismo, as travas e a angulação da empunhadura, que conhecemos nas pistolas 1911. Essa primeira versão da 1911 foi produzida até 1924, e utilizada na primeira guerra, contudo não esteve disponível em quantidade suficientes para todo o contingente das forças armadas dos EUA e por isso o Revólver S&W 1917 foi solicitado, assim fornecendo a todos os soldados uma arma secundária num esforço de guerra. A partir de 1924, novas mudanças foram empregadas as pistolas recebendo a nomenclatura de 1911A1, as mudanças foram empregadas pensando-se no conforto do atirador, entre elas o arqueamento da cobertura das molas, diminuição do gatilho, aumento da trava de empunhadura, para evitar as “mordidas do cão”, além de melhoras feitas na massa de mira e uma rampa para facilitar o acesso ao gatilho. O modelo 1911A1 permaneceu como arma padrão das forças armadas americanas até 1985, participando assim da Segunda Guerra, Guerra da Coréia e Guerra do Vietnã.
A pistola 1911 foi protagonista de várias histórias de guerra que ajudaram a criação da mitologia que hoje a cerca, incluindo a do Sargento Alvin C. York, que na primeira guerra capturou um ninho de metralhadoras Maxim alemãs, matando 25 e capturando 132 inimigos, na ofensiva de Meuse-Argonne em outubro de 1918, onde ao tentar dominar esse ninho e causar severas baixas ao inimigo, as munições do seu fuzil Enfield M1917 acabaram, e seis soldados alemães vieram em sua direção num ataque, após avistar os inimigos se aproximando o Sargento York, sacou sua pistola 1911, e os eliminou. Sua história se tornou filme em 1941, rendendo ao ator Gary Cooper o Oscar, pela sua interpretação do Sargento York.
Na Segunda Guerra também houveram diversas histórias, entre elas a do Sargento Thomas A. Baker que morreu em Combate em 1944, nas ilhas Mariana, Saipan, quando seu perímetro foi atacado por uma força de 3 mil, soldados japoneses, e durante a intensa troca de tiros foi ferido, após o companheiro o arrastou por cerca de 25 metros até uma árvore, mas o Sargento Baker se negou a recuar, e pediu a pistola 1911 do companheiro, após isso a posição americana foi perdida para os japoneses, mas quando os americanos a retomaram, o corpo do Sargento estava no mesmo local em que havia sido deixado, com a Colt 1911 descarregada e com oito soldados japoneses mortos a sua frente.
Além dos EUA, outros países adotaram as pistolas 1911, como o Brasil, que em 1937 fez um contrato com a Colt de 14.500 armas. Durante os esforços de guerra muitas empresas fabricaram a pistolas na plataforma 1911, até mesmo as que não eram fabricantes bélicas como a empresa de máquinas de custura Singer.
Numa tentativa de adquirir um novo contrato militar a Colt deu uma modernizada no “velho cavalo de guerra” que rendeu um contrato pequeno com os Marines e as versões M45 MEUSOC e M45A1, foram empregadas, porém, em 2016 foram substituídas pela Glock 19.
Com o movimento das Wonder-nines nos anos 60, 70 e 80, o calibre .45 ACP e por consequência as pistolas 1911 caíram em desuso militar, e isso se deve a pouca capacidade de munição de seus carregadores e também pela adoção do calibre 9x19mm como o padrão da OTAN. No entanto a venda comercial, sobre tudo nos EUA da plataforma 1911, sempre foi e é muito grande, com um mar de acessórios e peças customizáveis, e isso se deve a preferência dos atiradores esportivo ao projeto centenário.
Hoje, a 1911 é a pistola mais copiada do mundo e quase todas a empresas fazem uma versão dessa renomada arma, inclusive as nacionais Taurus e IMBEL, sendo usada pelas nossas forças armadas e algumas de segurança até hoje.
Além do calibre .45 ACP, essa arma e encontrada no .22 LR, 9×19 mm, .40 S&W, .38 Super, .380 ACP, 10 mm e até mesmo no calibre .357 Magnum, pela empresa americana Coonan no calibre.
Para encerrarmos, uso a citação feita pelos oficiais que submeteram as primeiras 1911 aos testes para a adoção, no início do século passado e que se provou ser verdadeira com o passar dos anos: “A Colt é a melhor, porque é a mais confiável, tem maior durabilidade… e mais precisa.” ou ainda “A pistola Colt engloba todas características consideradas essenciais, desejadas e priorizadas pela comissão.

Legal o texto, não é? Aproveite para seguir a página dele é cheia de posts interessante é clicar e curtir – Armas & História.

1911 é uma referência à pistola Colt M1911, que projetada neste mesmo ano. É uma pistola semiautomática que funciona em Ação Simples, produzida pela renomada fábrica americana de armas de fogo, a Colt’s Manufacturing Company, ou simplesmente Colt Firearms. Seu criador foi o gênio projetista das armas de fogo, John Browning e não Samuel Colt, como muitos acreditam, este foi o fundador da fábrica de armas que leva seu nome.

Esta pistola participou da I e II Guerras Mundiais, além de vários outros conflitos bélicos de importância pelo mundo, se destacando pela sua robustez, rusticidade e segurança, dentre outros atributos. Conhecida também como “The Old War Horse”, (O Velho Cavalo de Guerra), essa arma foi produzida por outras fábricas mundo à fora, seja em seu projeto original ou com várias outras mudanças. Citamos um exemplo caseiro a IMBEL, que produz até hoje essa tão afamada pistola para as Polícias Militares e Civis, bem como para as Forças Armadas,

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