A etimologia é a ciência que se encarrega de estudar a origem e história das palavras e para compreender se é correto ou não usar a palavra “bala” para se referir à uma munição, teremos que nos socorrer neste campo do saber.

Nomenclatura de uma munição ou bala.

Sempre que usamos a palavra bala para referir-nos às munições completas ou aos projeteis em si, surge algum polêmico exigindo que se use “munições” e não bala. No exército é comum ouvir a seguinte frase ao usarmos a palavra bala: “É bala? Então chupa até acabar!”. Pois bem, ambas as formas – munição ou bala – podem ser consideradas corretas.

Bala deriva do francês boulette, pequena bola usada como munição de canhões de pequeno porte. Do francês provém ainda balle, pequeno projétil único e sólido para ser usado em armas de fogo, de cano de alma lisa ou raiada, palavra usada ainda hoje, como em “balle Blondeau” (balote criado por Mess. Blondeau, em aço, no início dos anos 1960) ou “balle de carabine” (munição à bala para arma longa raiada), ou ainda, a Balle Sauvestre, também desenvolvida na França.

Bullas romanas escavadas em um sítio arqueológico 

O termo “boullette” acima mencionado, pode ter dado origem ao equivalente inglês “bullet”, havendo ainda a corruptela “boolit”, devido a alguns sotaques regionais americanos e que de forma geral se referem a balas fundidas de chumbo puro ou suas ligas (sem jaqueta de metal).

Buscando uma origem ainda mais antiga, na língua romana, “bulla” – do latim – era qualquer pequeno objeto arredondado de metal, tal como um botão, ou um projétil, geralmente de chumbo, arremessado com a funda, mesma arma usada por Davi para derrotar Golias.

Funda ou fundíbulo é uma arma de arremesso constituída por uma correia ou corda dobrada, em cujo centro é colocado o objeto que se deseja lançar.

Em italiano, o projétil é chamado de “palla” e em espanhol, “bala”. Em Portugal, também se diz bala. Portanto, nada mais natural do que chamar a munição completa ou os projéteis de “balas”.

Vale a pena lembrar que no vernáculo pátrio brasileiro a ciência que estuda o movimento dos projéteis das armas de fogo, se chama balística e o equipamento que os policiais vestem para protrege-los de disparos, se chama colete antibalístico.

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Editor: Eduardo Bruno Alves 

Autor: #derval