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REVÓLVER OU PISTOLA. QUAL É O MELHOR?

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Esta é uma pergunta antiga e muito polêmica, já envolve muita paixão – pois é isso que o revólver significa!!! Quem não esbugalha os olhos quando vê um grande e imponente revólver? E também envolve desconfiança, que é o que muitos ainda tem em relação às pistolas, principalmente aqueles que não tem intimidade com essa tipo de arma de fogo.

A verdade é que hoje as duas armas coexistem e tem seus adeptos, que movidos pela paixão, ou pela razão fazem sua escolha e a defende com veemência. Por isso esclareço logo no inicio deste artigo que as palavras que seguem à frente são as minhas considerações sobre o tema, nada mais do que isso.

revolver e pistola 2

Por exemplo, temos aqui nessa foto uma pistola Desert Eagle da IWI (Industria Israelense de Armas), no calibre .50AE (Action Express) e um revolver G500 da Smith & Wesson, que calça o calibre .500 S&W Magnum. São dois canhões  desejados pela grande maioria dos atiradores e admiradores de armas de fogo do mundo todo!!!

Mas esses dois calibres não servem para o uso policial ou para a defesa pessoal por causa do grande recuo que eles geram e também pelo exagerado tamanho. O tempo de reenquadramento da arma após um disparo é muito longo, de forma que enquanto você faz um disparo, seu oponente, armado de .380 ACP, faz três ou quatro. Claro que se você conseguir acertar seu oponente ele vai morrer umas três vezes!!

Uma curiosidade desses calibres é que eles são – teoricamente – iguais, só que um é uma versão para pistolas e o outro para revolveres. Se você quiser saber tudo sobre o .500 S&W MAGNUM – O CALIBRE DE MÃO MAIS PODEROSO DE TODOS, é só clicar aí. Essa é uma de nossas melhores publicações!

Já que o tema é bastante polêmico, para diminuir o alcance de nossa despretensiosa discussão, vamos nos ater a controvérsia REVOLVER X PISTOLA, apenas para o emprego policial e para a defesa pessoal.

Esse vídeo mostra um teste balístico que começa com uma 9mm, passa pelo Casull 454 e termina no G500.

Vamos iniciar os debates sobre o tema, para mais à frente chegarmos à conclusão se é o revolver ou a pistola
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PROTEÇÃO BALÍSTICA – Parte I

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Este tema, proteção balística, hoje é muito amplo e de maneira alguma conseguiríamos exauri-lo, pois encontramos proteção balística em itens como óculos, luvas, vidros, fios elétricos, peças automobilísticas, veículos (civis e militares) além de uma infinidade de possibilidades, por isso mesmo vamos nos ater a proteção balística pessoal, fazendo um passeio histórico desde sua possível origem, atualidade e algumas novidades que andam aparecendo por ai.

Na página da Self Defense encontramos uma artigo do nosso amigo Major Victor, que nos dá uma introdução muito interessante sobre a proteção balística e sua evolução. Lá nos é apresentado que a primeira utilização pelo homem de algo semelhante ao que hoje nós conhecemos como proteção balística, foram as peles de animais, usadas ainda pelos primitivos para se proteger das garras e presas dos predadores. Muito depois, surgiram os escudos, feitos de peles no início, e então de materiais rígidos, como a madeira e metais. Os metais também foram usados pelos romanos na proteção do corpo, como placas peitorais, e depois como armaduras de corpo inteiro na idade média. Com o advento das armas de fogo (por volta de 1500 d.C), as proteções existentes tornaram-se obsoletas e logo perderam espaço.

Essa é uma cota de malha de aço, usada embaixo das armaduras dos cavaleiros medievais. Com o surgimento de balestras mais poderosas e depois das armas de fogo as armaduras medievais perderam a função de proteção do seu usuário.

Essa é uma cota de malha de aço, usada embaixo das armaduras dos cavaleiros medievais. Com o surgimento de balestras mais poderosas e depois das armas de fogo as armaduras medievais perderam a função de proteção do seu usuário.

A proteção balística flexível como hoje conhecemos teve suas origens ainda no Japão medieval, onde os guerreiros usavam peças confeccionadas em seda para se proteger do fio das espadas e das flechas inimigas. Somente no século XIX é que os americanos tentaram utilizar a seda com fins de proteção balística, contudo, esta se mostrava efetiva contra os projéteis de baixa velocidade (em torno de 100 a 150 m/s) das armas usadas até então, e ineficazes contra a nova geração de armas raiadas, que atingiam mais de 200 m/s. Além disso, o custo da seda era altíssimo – o equivalente a 2.500 reais de hoje – por unidade.

A próxima geração de material balístico viria durante a Segunda Guerra Mundial. O Nylon balístico era eficiente contra fragmentos de projéteis e explosões, mas não detinha a maior parte dos projéteis de pistolas e fuzis. Além do quê, eram extremamente grandes e desajeitados, mal servindo para fins militares.

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TESTE BALÍSTICO DO CALIBRE .40S&W, O CALIBRE DAS POLÍCIAS DO BRASIL.

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Sempre que ministro aula de tiro policial com pistolas no calibre .40 S&W, os alunos afirmam que preferem trabalhar com o calibre 9x19mm do que com o calibre .40. Pois ouviram dizer que o .40 não é capaz de transfixar a lataria de um veículo e o calibre 9mm consegue isso com facilidade. Para essa afirmação eles estão pensando para o calibre . 40 a munição da GOLD da CBC (EXPO) e para 9mm a munição 9mm Luger (EXPO), pois são as usadas em nossa Corporação.

Na realidade a grande maioria deles nunca sequer trabalhou com uma arma calibre 9mm, pois elas são restritas às unidades especializadas ou para os Oficiais da PM, além de ser um calibre de uso restrito das FFAA – Forças Armadas. Essa afirmação é apoiada em uma lenda que corre nas fileiras milicianas que o calibre .40 não é capaz de perfurar a lataria de um veículo.

De plano eu refuto essa afirmação enganada dando o meu relato pessoal e profissional, falando sobre ocorrências policiais onde precisei disparar contra veículos, usando uma pistola IMBEL MD5 ou uma pistola TAURUS 640, ambas no calibre .40 e a lataria do carro foi perfurada, atingindo os ocupantes do carro, ou seja, o objetivo desejado foi conseguido.

Durante uma instrução nesta semana aproveitei a turma de Cadetes para mostrar de maneira prática se realmente o calibre .40 S&W é capaz ou não de perfurar a estrutura de um carro. Para isso foram usadas várias armas e calibres diferentes, que serão mostrados um a um, disparados contra a porta de um Honda Civic a 10 metros de distância. Decidimos usar um carro atual, considerando que os veículos antigos possuem a lata mais grossa e também, pois o mais comum é encontrar veículos novos nas ruas.

Os disparos foram feitos pelos próprios alunos.

O primeiros disparo foi feito com uma PT 100 da TAURUS com a munição .40 Trainer, que, segundo o fabricante é uma munição apropriada para treinamentos, pois é carregada com menos pólvora. Porém, se você passá-la pelo cronógrafo a diferença de velocidade entre ela e as outras munições .40 da CBC é muito pequena e você sente o recuo dela muito próximo ao recuo das munições com carga normal.

Durante o teste também ocorreu o mesmo. A munição Trainer se comportou de maneira muito semelhante as outras munições. Faz-se necessário lembrar que essa munição não é feita para o uso operacional das forças policiais, ela é usada apenas para treinamentos.

Pistola TAURUS PT 100

Pistola TAURUS PT 100

Perceba que houve a transfixação da porta.

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Nesta etapa foi usado uma pistola TAURUS 24/7 G2, de 4 polegadas e ainda a munição Mais

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