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PISTOLA LUGER P08, O ÍCONE!

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A icônica pistola P08, projetada por Georg Luger, para a qual também criou o afamado calibre 9×19 mm Parabellum, em substituição ao original 7.65×21 mm Luger, teve suas raízes na pistola de Hugo Borchardt mod. 1893.

Ve-se claramente alguma semelhança de mecanismo entre elas, embora a Luger seja de linhas mais elegantes. O sistema de toggle action, no qual o ferrolho desliza para traz em um movimento de “joelho”, dobrando sobre um eixo, não era muito robusto ou confiável: a variação de energia da munição poderia causar panes, além de a sujidade acumulada impedir a movimentação, fato que é agravado pela inexistência de qualquer tipo de cobertura, como “guarda pó” e pelas pequenas tolerâncias do mecanismo, normalmente muito justo, onde a mínima sujeira produzia efeitos indesejados

Foto de uma P08 de um CAC daqui de Goiânia.

Além disso, sua produção exigia muitas peças pequenas e molas, que deviam ser todas produzidas com muito cuidado, o que certamente não condiz com o ambiente de linha de produção. Até hoje a Luger é considerada uma das armas mais belas e interessantes, embora não seja a arma militar “ideal”.

Tivemos a oportunidade de realizar alguns disparos numa P 08 calibre 7.65 mm Luger, que atualmente é uma munição difícil de se encontrar. Infelizmente, mesmo após uma limpeza caprichada, a pistola não funcionou bem. Mas o oportunidade entrou para o rol de experiência válidas, já que esta pistola é um clássico! Veja o vídeo.

A Luger possui também um kit de redução para o calibre 22. Foram feitos tanto para uma versão do .22 LR de fogo central, como para o .22 LR normal de fogo circular.

Como se vê, eram necessárias a substituição de várias peças pelas do kit para se conseguir atirar com o calibre .22.

Para finalizar o breve relato sobre essa arma histórica, trazemos uma visão explodida da P08.

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Editor: Eduardo Bruno Alves 

Autor: #derval

TAURUS OU IMBEL?

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Há muitos anos me deparo com essa pergunta. Que arma devo comprar uma TAURUS ou uma IMBEL? Alunos, atiradores, admiradores, pessoas que querem garantir sua defesa pessoal comprando uma arma, simpatizantes e tantos outros, sempre que começam a se interessar pelas artes bélicas se perguntam que arma devo comprar?

Evitei tocar nesse assunto várias vezes, pois vaidades e interesses, dentre vários outros fatores entram em jogo e com certeza – e nem é minha intenção, essa breve publicação nunca iria exaurir o tema e desagradaria mais que agradaria aos que entendem ou querem entender sobre o assunto. Então deixo bem claro que o que adiante vou expor são opiniões minhas. Assim, fiquem à vontade para colocar as suas, pois sei que esse assunto poderá gerar inclusive discussões acaloradas.

Pistola Tanfoglio

Pistola Tanfoglio

Começo deixando bem claro que falo da escolha entre TAURUS e IMBEL, pois se pudesse comprar outra marca de arma de fogo com certeza não compraria uma arma da IMBEL, muito menos da TAURUS. Compraria outras marcas, uma para cada fim, como por exemplo: uma pistola TANFOGLIO ou da STI para a prática do IPSC;

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COLT M1911, A LENDA!

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Iremos começar com um resumo do percurso histórico desta lenda das armas de fogo, feita pelo nosso amigo Ícaro Barbosa, administrador da Fan Page do Facebook, Armas & Historia e assim ele escreve:

No final dos anos 90, do século XIX, muitas inovações emergiram na indústria bélica. Desde a guerra franco-prussiana nos anos 70, do mesmo século, França e Alemanha se estranhavam e isso misturado com os avanços tecnológicos da segunda revolução industrial, gerou o momento histórico conhecido como “paz armada”, apresentando um mar de inovações bélicas como a pólvora sem fumaça, usada pela primeira vez no fuzil francês Lebel 1886, alternativa à pólvora negra. O aprimoramento dos fuzis de ferrolho chegando ao seu ápice com o Mauser Gewehr 98 e é claro, as armas automáticas, cujo o regime de tiro foi aplicado às armas curtas, começando com a Borchardt C-93 mecanicamente inspirada na metralhadora Maxim com ferrolho toggle action que mais tarde seria herdado pela Luger, e levado a linha de produção com a Mauser C-96.
Diante deste cenário, John Browning, que já havia registrado diversas patentes, deu inicio nos anos 90, do seculo XIX, dois projetos de pistolas que se tornaram as FN 1900 e Colt 1900.
As principais semelhanças entre os dois projetos eram o carregador destacável, da mesma maneira que vemos hoje em todas as pistolas, criação do Hugo Borchardt, em seu projeto que datava de 1893, e o ferrolho/slide da maneira que conhecemos hoje, inaugurado na FN 1900.
Apesar da FN 1900 ter sido um sucesso de vendas em todo o mundo, seu calibre .32 ACP, não era atrativo para as forças armadas de lugar algum. A Colt 1900, por outro lado, interessou aos militares norte-americanos e foi usada em testes de campo nos estágios iniciais da Guerra Filipino-Americana( 1899-1902 ). Como resultado dos testes, o projeto para os modelos 1902 em versões esportiva e militar, além de ter dado origem aos modelos 1903 Pocket Hammer e 1903 Hammerless.
Em 1905, estava claro que era necessária a substituição dos revólveres Colt New Army M1892 que estavam em uso pelas forças armadas dos EUA, mas primeiro deveria ser criado um novo calibre, pois como os testes práticos na Guerra das Filipinas, o tamanho dos projéteis .38 não era suficiente para proporcionar um bom “poder de parada”, e então foi solicitado e determinado que o tamanho mínimo para projéteis de armas curtas seria o .45 Browning e seguindo as exigências governamentais, criou-se o .45 ACP (Automatic Colt Pistol) e apresentou-se também o modelo 1905, a primeira pistola a utilizar esse novo calibre.
Em 1906 haveria então o teste que definiria a próxima arma curta do exército americano, atraindo assim muitos fabricantes americanos e europeus, entre eles a Colt, Savage, Webley, S&W, Bergmann e DWM. Em 1907 assim que o teste foi iniciado, os revólveres foram descartados e a concorrência ficou entre a Colt, a Savage e a DWM fabricante das Luger’s, mas como a DWM havia fechado contrato com vários países europeus, não tinham interesse em criar um novo maquinário para produzir as Luger’s calibre .45 ACP em larga escala. As finalistas acabaram sendo a Colt e Savage, mas como a Savage era muito complexa mecanicamente e mais propensa a falhas o fabricante vencedor foi a Colt com seu modelo de 1905.
Em 1909 e 1910 surgiram novos modelos fabricados em pequenas quantidades que definiram o mecanismo, as travas e a angulação da empunhadura, que conhecemos nas pistolas 1911. Essa primeira versão da 1911 foi produzida até 1924, e utilizada na primeira guerra, contudo não esteve disponível em quantidade suficientes para todo o contingente das forças armadas dos EUA e por isso o Revólver S&W 1917 foi solicitado, assim fornecendo a todos os soldados uma arma secundária num esforço de guerra. A partir de 1924, novas mudanças foram empregadas as pistolas recebendo a nomenclatura de 1911A1, as mudanças foram empregadas pensando-se no conforto do atirador, entre elas o arqueamento da cobertura das molas, diminuição do gatilho, aumento da trava de empunhadura, para evitar as “mordidas do cão”, além de melhoras feitas na massa de mira e uma rampa para facilitar o acesso ao gatilho. O modelo 1911A1 permaneceu como arma padrão das forças armadas americanas até 1985, participando assim da Segunda Guerra, Guerra da Coréia e Guerra do Vietnã.
A pistola 1911 foi protagonista de várias histórias de guerra que ajudaram a criação da mitologia que hoje a cerca, incluindo a do Sargento Alvin C. York, que na primeira guerra capturou um ninho de metralhadoras Maxim alemãs, matando 25 e capturando 132 inimigos, na ofensiva de Meuse-Argonne em outubro de 1918, onde ao tentar dominar esse ninho e causar severas baixas ao inimigo, as munições do seu fuzil Enfield M1917 acabaram, e seis soldados alemães vieram em sua direção num ataque, após avistar os inimigos se aproximando o Sargento York, sacou sua pistola 1911, e os eliminou. Sua história se tornou filme em 1941, rendendo ao ator Gary Cooper o Oscar, pela sua interpretação do Sargento York.
Na Segunda Guerra também houveram diversas histórias, entre elas a do Sargento Thomas A. Baker que morreu em Combate em 1944, nas ilhas Mariana, Saipan, quando seu perímetro foi atacado por uma força de 3 mil, soldados japoneses, e durante a intensa troca de tiros foi ferido, após o companheiro o arrastou por cerca de 25 metros até uma árvore, mas o Sargento Baker se negou a recuar, e pediu a pistola 1911 do companheiro, após isso a posição americana foi perdida para os japoneses, mas quando os americanos a retomaram, o corpo do Sargento estava no mesmo local em que havia sido deixado, com a Colt 1911 descarregada e com oito soldados japoneses mortos a sua frente.
Além dos EUA, outros países adotaram as pistolas 1911, como o Brasil, que em 1937 fez um contrato com a Colt de 14.500 armas. Durante os esforços de guerra muitas empresas fabricaram a pistolas na plataforma 1911, até mesmo as que não eram fabricantes bélicas como a empresa de máquinas de custura Singer.
Numa tentativa de adquirir um novo contrato militar a Colt deu uma modernizada no “velho cavalo de guerra” que rendeu um contrato pequeno com os Marines e as versões M45 MEUSOC e M45A1, foram empregadas, porém, em 2016 foram substituídas pela Glock 19.
Com o movimento das Wonder-nines nos anos 60, 70 e 80, o calibre .45 ACP e por consequência as pistolas 1911 caíram em desuso militar, e isso se deve a pouca capacidade de munição de seus carregadores e também pela adoção do calibre 9x19mm como o padrão da OTAN. No entanto a venda comercial, sobre tudo nos EUA da plataforma 1911, sempre foi e é muito grande, com um mar de acessórios e peças customizáveis, e isso se deve a preferência dos atiradores esportivo ao projeto centenário.
Hoje, a 1911 é a pistola mais copiada do mundo e quase todas a empresas fazem uma versão dessa renomada arma, inclusive as nacionais Taurus e IMBEL, sendo usada pelas nossas forças armadas e algumas de segurança até hoje.
Além do calibre .45 ACP, essa arma e encontrada no .22 LR, 9×19 mm, .40 S&W, .38 Super, .380 ACP, 10 mm e até mesmo no calibre .357 Magnum, pela empresa americana Coonan no calibre.
Para encerrarmos, uso a citação feita pelos oficiais que submeteram as primeiras 1911 aos testes para a adoção, no início do século passado e que se provou ser verdadeira com o passar dos anos: “A Colt é a melhor, porque é a mais confiável, tem maior durabilidade… e mais precisa.” ou ainda “A pistola Colt engloba todas características consideradas essenciais, desejadas e priorizadas pela comissão.

Legal o texto, não é? Aproveite para seguir a página dele é cheia de posts interessante é clicar e curtir – Armas & História.

1911 é uma referência à pistola Colt M1911, que projetada neste mesmo ano. É uma pistola semiautomática que funciona em Ação Simples, produzida pela renomada fábrica americana de armas de fogo, a Colt’s Manufacturing Company, ou simplesmente Colt Firearms. Seu criador foi o gênio projetista das armas de fogo, John Browning e não Samuel Colt, como muitos acreditam, este foi o fundador da fábrica de armas que leva seu nome.

Foto original do registro de patente feito pela Colt, nos Estados Unidos.

Esta pistola participou da I e II Guerras Mundiais, além de vários outros conflitos bélicos de importância pelo mundo, se destacando pela sua robustez, rusticidade e segurança, dentre outros atributos. Conhecida também como “The Old War Horse”, (O Velho Cavalo de Guerra), essa arma foi produzida por outras fábricas mundo à fora, seja em seu projeto original ou com várias outras mudanças. Citamos um exemplo caseiro a IMBEL, que produz até hoje essa tão afamada pistola para as Polícias Militares e Civis, bem como para as Forças Armadas,

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